Por que sofremos por uma situação que nem aconteceu?
Às vezes nos perguntamos se fizemos algo de errado ou tentamos interpretar algumas questões, como o silêncio de alguém ou uma mudança de comportamento, ou apenas relembramos uma conversa e, muitas vezes, nosso cérebro acaba criando narrativas que nunca chegaram a acontecer e talvez nunca aconteçam.
Nosso cérebro tende, como forma de proteção, a criar narrativas que não condizem com a realidade. Mas o sentimento continua parecendo muito real.
— Mudança de respiração
— O corpo fica diferente.
— Estado de alerta.
— Uma voz em nós soa alto demais.
O que eu realmente sei?
Não o que suspeito que seja ou baseado em algum medo.
Muitas vezes esperamos que pessoas fiquem em nossa vida, ou que algo que planejamos tenha a conclusão esperada, ou apenas que tudo fique bem no final.
Tentamos construir uma história baseada no que nos é coerente.
Isto vale também para caminhos que não trilhamos. Sempre que escolhemos algo, acabamos abrindo mão de outras coisas, e isso não significa que essas possibilidades que ficaram vão desaparecer.
- Uma escolha que não foi feita.
- Uma versão de nós mesmos que não chegou a ser experimentada.
- Uma possibilidade que foi abandonada.
Podemos tentar encontrar uma maneira de integrar a dor do não vivido com o que vivemos agora. Reconhecer que aquela situação teve um significado e o que representava. Isso também faz parte de existir. Nosso cérebro procura um lugar de repouso quando consegue juntá-las à própria história.
E também para narrativas que criamos sem saber, de fato, o que houve, compreender que não podemos controlá-las.
Aceitação:
— Não temos controle sobre essas situações.
— Esperar
— Entender que nem todas essas questões precisem de uma resposta imediata.


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