Como as emoções influenciam nossas decisões

COMPORTAMENTO

10/7/20262 min read

Nossas decisões são tão racionais quanto pensamos?

Às vezes, antes mesmo de percebermos, já fomos influenciados por vieses antes de decidir algo.

Perante isso, as marcas conseguem trabalhar com associação, emoção, familiaridade, identificação, significado e decisão.

Grande parte de nossos julgamentos, o cérebro interpreta rapidamente com base em nossas experiências. Outro modo de funcionamento da nossa mente é mais analítico e responsável por analisar essas informações. Como isso exige um certo esforço, é um processo mais longo, então muitas vezes o cérebro apenas aceita as intuições pré-concebidas por ele, fazendo nossas decisões serem influenciadas, memórias reconstruídas, contexto e pela forma como as informações nos são apresentadas.

Essa questão pode explicar por que às vezes não sabemos o real motivo que nos levou a tomar certa decisão.

Detectamos uma primeira impressão e, sem averiguar, já damos automaticamente uma justificativa que faça sentido em nosso pensamento e então acreditamos ser verdade.

Na hora, esta justificativa pode parecer racional, mas não representa o verdadeiro processo que levou à escolha.

As marcas podem acabar influenciando essa capacidade de nosso cérebro de processar algumas informações mais intuitivas antes mesmo de fazermos uma análise consciente.

Nem sempre sabemos por que tomamos uma decisão, muitas vezes, temos uma impressão e depois construímos uma explicação coerente para ela.

Não necessariamente todas as nossas decisões de consumo são inconscientes ou racionais, mas o contexto, a familiaridade, as emoções e as lembranças podem nos influenciar.

Nossas memórias nem sempre são fiéis ao que realmente aconteceu.

Quando acessamos nossas lembranças, podemos reconstruir a experiência a partir das informações que temos, das nossas expectativas e do significado que atribuímos ao acontecimento. Podemos ter muita confiança em uma lembrança que não é totalmente precisa.

Nosso cérebro cria uma narrativa baseada mais no que é coerente do que verídico.

Percebi isso, quando comprei um curso cuja a manchete dizia: "Porque repetimos padrões"? A frase chamou minha atenção na hora. Logo após esse momento, diversas memórias voltaram à minha cabeça e comecei a associar situações da minha vida, comportamentos e escolhas passadas sobre a ideia d eu estar repetindo padrões.

Construí uma narrativa que fazia sentido para mim e comecei a acreditar que iria resolver questões da minha vida.

Em relação às marcas, podemos criar uma lembrança que tivemos, mas que não necessariamente seja uma experiência fiel. Interessante que nem sempre escolhemos o que pensamos ser a melhor opção, mas aquilo que o cérebro associa como familiar.